Todos os deuses, todos os céus e todos os infernos estão dentro do homem.
Desde o princípio, a humanidade carrega dentro de si a capacidade de criar e de destruir, de proteger e de dominar, de salvar e de reduzir tudo a pó. A história nunca foi apenas sobre evolução, fé ou progresso. Sempre foi sobre escolhas, e sobre o peso que cada escolha carrega.
Chamamos de Gênesis o momento em que nasce a consciência, quando o homem percebe que tem nas mãos o poder de moldar o mundo ao seu redor. Criar sempre foi visto como um dom divino, mas ao longo do tempo ficou claro que toda criação também traz consigo a possibilidade do fim. Cada ferramenta inventada para proteger pode ser usada para dominar. Cada avanço que promete salvação pode se tornar instrumento de destruição.
Ascensão é o conflito que vem depois. A divisão inevitável entre a luz e a escuridão que habitam o mesmo corpo. Nenhuma guerra começa apenas fora. Antes de existir no mundo, ela nasce dentro do homem. Conflitos entre nações, cidades sob ataque, fronteiras em chamas e povos vivendo sob ameaça constante apenas revelam aquilo que sempre esteve presente na natureza humana.
Em tempos de guerra, o mundo mostra sua verdadeira forma. Sirenes cortam o silêncio, explosões iluminam o horizonte e máquinas cruzam o céu onde antes se buscavam respostas. O homem tocou o poder que antes atribuía aos deuses, e ao fazê-lo percebeu que toda criação carrega a possibilidade da guerra. Não é a arma que cria a escuridão. Ela apenas revela o que já existia dentro de quem a empunha.
Heaven & Hells representa essa dualidade, a coexistência entre aquilo que constrói e aquilo que destrói. Creation Of War é o momento em que o homem entende que a linha entre o divino e o humano desapareceu, e que tudo o que ele cria pode se tornar tanto salvação quanto ruína.
Cada geração enfrenta o mesmo julgamento. Construir ou destruir. Controlar ou se perder no próprio poder. No fim, toda batalha leva à revelação, e todo homem percebe que nunca lutou apenas contra o mundo, mas contra aquilo que sempre existiu dentro dele.
Esta coleção nasce dessa ideia.
Não como uma celebração da guerra, mas como um lembrete de que a maior batalha sempre foi interna.
Todos os deuses, todos os céus e todos os infernos sempre estiveram ali.